Fundada a 17 de agosto de 2007 por Carolina Marcello, Joana Coutinho e Paulo Brás, encerrou a sua atividade enquanto revista erótica a 17 de agosto de 2013, reabrindo a 12 de dezembro do mesmo ano como plataforma do projeto A MULHER É O FUTURO DO HOMEM.

Inquérito às quatro confidências: Diário III (Maria Gabriela Llansol) II

A primeira confidência
é que nada somos ______ («Não se irrite»). O eu como nome é nada. Há um lugar de escravidão.
A segunda confidência
é que os nossos atos, mesmo a transumância ou a transplantação do azul da jarra, são menores do que nós. Há um torvelinho de intensidades a chamar-nos: são os anjos de Rilke, ou as legiões de querubins evanescentes, de Walter Benjamin.
A terceira confidência
é que não há contemporâneos, mas elos de ausências presentes; há um anel de fuga. Na prática, é uma cena infinita - o lugar onde somos figuras.
A quarta confidência
é sobre o desejo e a repulsa da identidade. Há um lugar edénico. («Não, não diga nada»). De facto, deram-nos um nome, o nome por que nos chamam, mas não é um consistente - é um verbo.
O nosso verbo, por exemplo, é escrever.

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