18.1.12

Fedro (Platão)

SÓCRATES
Sim, depois de teres mostrado primeiro, minha jóia, o que trazes debaixo do manto, na mão esquerda. Desconfio que é o próprio discurso. E, se é isso, pensa a meu respeito que sou teu amigo, mas, na presença de Lísias, não estou na disposição de permitir que te exercites à minha custa. Vamos, mostra lá.

FEDRO
Pára, Sócrates. Esfrangalhaste a esperança que tinha de me exercitar em ti. Mas onde queres então que nos sentemos para que to possa ler?

Tradução de José Ribeiro Ferreira

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