Fundada a 17 de agosto de 2007 por Carolina Marcello, Joana Coutinho e Paulo Brás, encerrou a sua atividade enquanto revista erótica a 17 de agosto de 2013, reabrindo a 12 de dezembro do mesmo ano como plataforma do projeto A MULHER É O FUTURO DO HOMEM.

manifesta

é tempo de sarar o código, enviado, lançar a bomba onde vens no retrato, os meus dedos percorrem-te negro e a mensagem que recebo é plástico e metal explorando novas formas de masoquismo; entende que sexo é o que menos importa aqui, houve até uma altura em que me julguei puto assexuado

cedo aprendi a recusar co'a boca
o pão de cada dia nosso ausente

mas se eu quisesse ser óbvio descreveria como a minha mão pegou na tua e a conduziu ao teu fecho já aberto ou como agarrei o teu cabelo te puxei a cabeça para trás e te lambi o pescoço da base à ponta mostrando-te o que faria de seguida noutros triângulos ou citaria rindo godinho como gostas por favor anda buscar as tuas unhas às minhas costas; obtuso, o literal não me incita, prefiro obsceno o lado de fora do sexo, aprendi a diferença entre sensual e sexual por uma virgem com mais de cinquenta, assim devoto à varinha de condom revisto as minhas canções porque me preocupo contigo presente, não escrevo com a direita enquanto me masturbo com a esquerda como no poema sujo do al berto

apagar-te o fogo
só se for platónico

o saramago morreu (o saramago morreu / o saramago foi-se / gente, saramago se foi), amei um homem incerto e misterioso como o mar, aprendi a sentir ciúme, conheci sonhadores como se nunca os tivesse visto, no meu coração fiquei irremediavelmente mais próximo das santas e apesar de tanta tensão e toda a tensão é sexual o único fluído afinal é o do vinho do copo caído sobre o computador manchando o vestido como a primeira vez – aqui tudo é mental e dizer isto não exclui o corpo orpo opo

1 comentário:

Brás, Paulão disse...

hoje sonhei que a clara tinha morrido, mas ela falava comigo e só muito depois, no teatro, eu percebi que ela já não existia.