Fundada a 17 de agosto de 2007 por Carolina Marcello, Joana Coutinho e Paulo Brás, encerrou a sua atividade enquanto revista erótica a 17 de agosto de 2013, reabrindo a 12 de dezembro do mesmo ano como plataforma do projeto A MULHER É O FUTURO DO HOMEM.

8/12 : / Joana


hora 24h
data 14 de agosto, de quinta para sexta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa sala de exposições
entrada livre

A partir de «Songs to Joannes» de Mina Loy (1917) e «A página em branco» de Isak Dinesen (1957), «/ Joana» (parte 8 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun, Carolina Marcello e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos : fotografia de cena de Pedro Costa

«Love –––––––– the preeminent literateur»

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amulhereofuturodohomem@gmail.com

7/12 : João /


hora 19h
data 24 de julho, quinta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa quarto
entrada livre

A partir de «A prostituta sagrada» de Mina Loy (1914) e «O donjuanismo» de Albert Camus (O mito de Sísifo, 1942), «João /» (parte 7 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun, Carolina Marcello e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos : fotografia de cena de Pedro Costa

«O Inferno para ele é coisa que se provoca»

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6/12 : Tríptico


hora 13h-23h
data 25 de junho, quarta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa quarto de banho
entrada 2€

A partir de «Ariadne e Barba Azul ou A libertação inútil: conto em três atos» de Maurice Maeterlinck (1901) e «Ariadne e Don Juan ou O desastre: peça em três atos» de Claire Lejeune (1997), «Tríptico» (parte 6 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun, Carolina Marcello e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos, com tradução de Vasco Reis : fotografia de cena de Pedro Costa : agradecimento especial a Daniela Love

«E se a lucidez fosse o pior de todos os males?»

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5/12 : Le mort saisit le vif


hora 23h
data 2 de maio, sexta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa esplanada
entrada livre

A partir de «Cântico dos Cânticos» atribuído a Salomão e de «A crucificada» de José Gil (1983), «Le mort saisit le vif» (parte 5 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos, com interpretação de Carolina Marcello, Cristina Silva e Daniela Love : fotografia de cena de Pedro Costa : agradecimento especial a Ana Azevedo

«Sinto crescer-me aqui à frente uma picha de mulher»

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4/12 : As mãos negativas


hora 19h
data 24 de abril, quinta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa hall da sala de espetáculos
entrada livre

A partir de «Cassandra» de Christa Wolf (1983), «As mãos negativas» (parte 4 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun, Carolina Marcello e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos : fotografia de cena de Pedro Costa : agradecimento especial a Marta Cunha

«Ninguém aqui fala a minha língua, a não ser os que vão morrer comigo»

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3/12 : Não vejo nada com os olhos


hora 19h
data 27 de março, quinta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa cozinha
entrada livre

A partir da obra poética de Safo de Lesbos (sécs. VII-VI a.C.) e de «Defesa feminina com manifesto abono da manice contra a murmuração dos homens» atribuído a Diogo Correia de Sá, Visconde de Asseca (séc. XVIII), «Não vejo nada com os olhos» (parte 3 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun, Carolina Marcello e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos, com apoio na investigação de Ana Margarida Monteiro, autora de «Corpo adormecido: o feminino como exílio na poesia de Safo e Luiza Neto Jorge» (2012), e Andreia Oliveira, autora de «Que o desejo me desça ao corpo: Judith Teixeira e a literatura sáfica» (2013) : fotografia de cena de Pedro Costa : agradecimento especial a Isabel Rocha

«O mundo, na opinião de Aristóteles, é um homem grande»

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2/12 : Um dia tão bonito e eu não fornico


hora 19h
data 27 de fevereiro, quinta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa aquário
entrada livre

A partir de «Lettres portugaises» de Mariana Alcoforado (1669) e «Dobra» de Adília Lopes (2009), «Um dia tão bonito e eu não fornico» (parte 2 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun, Carolina Marcello e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos, com interpretação de Marta Cunha : fotografia de cena de Pedro Costa

«Se partia um navio, por que não deixastes que partisse?»

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1/12 : Uma separação do corpo


hora 19h
data 29 de janeiro, quarta-feira
local Maus Hábitos (rua Passos Manuel, 178, 4º piso)
divisão da casa hall do salão nobre
entrada livre

A partir de «Salomé» de Oscar Wilde (1891) e «Judite» de Howard Barker (1992), «Uma separação do corpo» (parte 1 de «A mulher é o futuro do homem») é uma colaboração entre Paulo Brás, Ricardo Braun, Carolina Marcello e Tiago Teles Santos, em co-produção com o espaço de intervenção cultural Maus Hábitos, com encenação de Marta Cunha e Ana Azevedo, Daniel Ferreira, Soraia Gonçalves e Vasco Reis em voz off : agradecimento especial a Jorge Pereira

«Os profetas são muito mais limpos, mas também matam»

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A MULHER É O FUTURO DO HOMEM : núcleo

O ciclo tem como curador e intérprete Paulo Brás (Porto, 1989). Licenciou-se em Estudos Portugueses e Lusófonos (FLUP) em 2010, terminando em 2012 o Mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes (FLUP), com a dissertação «O nome não vem aos lábios: o erotismo como testemunho do corpo exilado em Almeida Faria e Raduan Nassar». O seu trabalho de investigação começou por se debruçar sobre o conceito de barroco («Pérolas e porcos: essência e aparência do gosto barroco», setembro, 2011), tendo posteriormente evoluído, pela questão da linguagem, para os estudos de exílio e erotismo («Parallel play: o jogo remete para a solidão», maio, 2012; «O sexo [oral] da escrita», junho, 2013), o que levou o autor de forma orgânica para a arte da performance, numa recente trilogia de comunicações sobre poesia e performance («Saber estar de joelhos: o poeta como performer», outubro, 2012; «Dissimulei deriva, nocivo: Joaquim Manuel Magalhães», março, 2013; «Que farei quando tudo arde e eu não? ou Portugal não é um país de poetas, Portugal é um país de performers», outubro, 2013).
Apesar do interesse teórico pela área, não tem qualquer formação em prática teatral e a sua experiência resume-se aos três anos em que esteve ligado ao grupo amador da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Estreou-se com «Sétimo céu» (junho, 2011), de Caryl Churchill, tendo-se tornado produtor do Máscara Solta (FLUP) até 2013; esteve por trás do melhor ano do grupo da última década, contando vinte e dois eventos em nove meses. Durante o referido ano letivo 2012/2013, fez uma leitura encenada de «Valsa nº6» (dezembro, 2012), de Nelson Rodrigues, e estreou-se como performer, em grupo, com «O sentimento dum acidental» (abril, 2013), a partir da poética de Alberto Caeiro, e a solo, com «les rois qui meurent tour à tour renaissent au coeur des poètes» (maio, 2013), tendo ficado cinco horas consecutivas deitado num espaço público a ler «morse: o corpo distribuído» (ainda inédito), o seu primeiro livro de poesia, escrito a partir de um processo de um ano de leitura integral da Bíblia.
A formação literária e a experiência na área cultural, tanto do lado da criação como da organização e produção, aliam-se neste projeto de poesia-performance-investigação, assumindo o claro paralelismo com os seus dois últimos e intensos anos de atividade. Para o trabalho contínuo de criação, seleção, ensaio e apresentação de A mulher é o futuro do homem, juntam-se a Paulo Brás três nomes, estando previstas outras colaborações no contexto de cada um dos espetáculos.
Ricardo Braun (Porto, 1986) frequentou o curso de Arquitectura da FAUP e em 2008 licenciou-se em Som e Imagem pela Universidade Católica do Porto. Colaborou, desde então, em processos dos encenadores Ana Luena e Nuno Carinhas e foi assistente de dramaturgia de Nuno Cardoso e assistente de encenação de Rogério de Carvalho, Luís Araújo e João Pedro Vaz. Em 2012, fundou com Luís Araújo a OTTO, com quem co-encenou KATZELMACHER, a partir da peça e do filme homónimos de Rainer Werner Fassbinder. Escreve e traduz para teatro. Em A mulher é o futuro do homem, está a cargo das traduções de textos em inglês, francês e alemão que tenham de ser feitas propositadamente para o ciclo, assim como do apoio dramatúrgico a cada um dos espetáculos do projeto.
Carolina Marcello (Rio de Janeiro, 1989) licenciou-se em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e encontra-se atualmente a preparar a sua dissertação de mestrado na mesma instituição. Co-organizou alguns encontros no âmbito da literatura e da cultura, entre os quais «Escrever nas Margens: LGBT em Portugal», realizado no Porto (março, 2013). Em A mulher é o futuro do homem, apoia na pesquisa de figurinos e adereços e é sua responsabilidade a conceção da caracterização para cada personagem.
Tiago Teles Santos (Porto, 1987), licenciado e mestre em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem colaborado desde 2008 em diversos projetos de investigação na área da Sociologia. Foi membro da Comissão Executiva do Departamento de Sociologia e do Conselho de Representantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 2006, tem colaborado na organização de diversas conferências, congressos e workshops no âmbito de diferentes áreas disciplinares. Em A mulher é o futuro do homem, assume a produção.

A MULHER É O FUTURO DO HOMEM : projeto

A mulher é o futuro do homem é um processo de work in progress no âmbito da investigação literária e da criação dramatúrgica. Aliando a escrita de palco contemporânea ao ramo dos estudos feministas e queer, no contexto dos estudos comparatistas e relações interculturais, pretende-se um espaço de criação teatral inédito no atual panorama português das artes performativas.
Tendo por base a tradição poético-teatral do homem travestido, o ciclo circunscreve o conceito de mulher, enquanto sexo biológico, e ramifica-o em diferentes concretizações sociais de feminino, enquanto identidade de género. Na prática, os exercícios de representação terão sempre como temática uma figura-central feminina, proveniente da História, da mitologia ou da literatura.
Aquele que é na origem um projeto de investigação, com a comum metodologia de pesquisa, leitura e reflexão, tem, portanto, como objetivo final, a sua defesa por um testemunho performativo e não a concretização de uma teoria por escrito, numa tese académica ou num ensaio científico, ainda que se possa apoiar a organização de encontros científicos e outros eventos subordinados ao tema, paralelamente ao ciclo.
O projeto divide-se em duas fases. A primeira fase (2014) tem a duração de um ano, com o objetivo de levar à cena um espetáculo por mês durante esse período, o que perfaz um total de doze espetáculos em doze meses, de duração média de uma hora cada. A segunda fase (2015) tem a duração de meio ano, com o objetivo de levar à cena um espetáculo no fim desse período, de mais de doze horas consecutivas, por nele conter todos os espetáculos anteriores, com intervalos de trinta minutos entre cada um. Cada espetáculo tem prevista uma única apresentação.
Em 2014, novembro constitui uma exceção ao plano provisório, por conter a única performance de longa duração da primeira fase, com a duração de oito dias (num máximo de doze horas consecutivas diárias nos sete primeiros dias). Para a hora de reposição deste mês no contexto do espetáculo de 2015, será apenas contabilizado o oitavo dia, de duração média de uma hora, como os espetáculos dos restantes meses.